poeminhas p/matar o tempo e distrair dor de dente.

segunda-feira, agosto 28, 2006

postagem ao som da música "não é céu" de vitor ramil.
_constatação_
guada-chuva
não
guarda
chuvas
pára-quedas.
...
_cuidado com expostas pontas_
na
ponta
de
todo
alfinete
equilibra-se
o
ai
de
uma
dor
futura.

24 Comments:

Anonymous Janaína Calaça said...

Eu já conhecia este poema do Diovvani. Assim como a ponta do alfinete guarda uma dor futura, nós guardamos a dor que provocaremos no outro e vice versa. Somos alfinetes também, cheios de vontade de ferir, cheios de vontade de sangrar, mas às vezes protegemos nossas pontas, depomos as armas, e somos suaves. É aí que nos encontramos vulneráveis para o alfinete-outro.

Saudades de tu, menino das Minas.

Beijos

Jana

segunda-feira, agosto 28, 2006 5:38:00 PM  
Anonymous Loba said...

no fundo de cada dor há certeza de renascimento. seria então o alfinete um instrumento de vida?
Meio masoquista esta pergunta, não? rs...
Como sempre, perfeitos os poemas. Independente da intenção do poeta, o poema chega, mexe e fica!
Beijocas

segunda-feira, agosto 28, 2006 6:30:00 PM  
Anonymous pedro pan said...

, para-raiar o dia de choviscos de ontem... equilibrar o amanhã/hoje...
, todo dia boa viagem! porque 30 minutos também é uma viagem...
|abraços meus|

segunda-feira, agosto 28, 2006 7:35:00 PM  
Anonymous Marilena said...

Que metáfora verdadeira vc criou com a ponta de seu alfinete. É para se fazer pensar e, sobretudo, para se degustar das imagens geniais que vc cria até mesmo a partir de um simples alfinete. Não há como não reconhecer que aqui, no blog desse mineirinho "é tudo bão demais". Beijos.

terça-feira, agosto 29, 2006 7:08:00 AM  
Anonymous marcos pardim said...

que é isso, meu velho... o primeiro poema é um casamento perfeito entre seu verso e a ilustração de magritte. o segundo, uma espécie de hai-kai à mineira, doloridíssimo de tanta beleza. vai ficando cum deus por aí, que eu daqui vou assuntando e botando uma cerinha quente no dente.

terça-feira, agosto 29, 2006 8:47:00 AM  
Anonymous Dora said...

Enxerguei um alfinete aí, na feitura dos versos...do alfinete...rs E, a partir dessa dor futura, pensei nos objetos a minha volta e suas potencialidades. Que coisa! Como vc faz o pensameno da gente funcionar!!!!
Abraço para você, desejando que o receba, assim como o comentário...
Dora

terça-feira, agosto 29, 2006 3:12:00 PM  
Anonymous claudia said...

na ponta de todo alfinete equilibra-se o ai de uma dor futura. EU ACHEI SIMPLESMENTE PERFEITO. Na ponta da sua pena, todo sentimento do mundo... Coisa boa é ser mineira também. Fico orgulhosa como se fosse meu.Beijos!

terça-feira, agosto 29, 2006 9:08:00 PM  
Anonymous claudia said...

na ponta de todo alfinete equilibra-se o ai de uma dor futura. EU ACHEI SIMPLESMENTE PERFEITO. Na ponta da sua pena, todo sentimento do mundo... Coisa boa é ser mineira também. Fico orgulhosa como se fosse meu.Beijos!

terça-feira, agosto 29, 2006 9:08:00 PM  
Anonymous A Outra said...

Que lindo!

Apareça lá em casa! :)

quarta-feira, agosto 30, 2006 1:31:00 AM  
Anonymous Anônimo said...

Sabe Dio,

todos nós temos pontas expostas, assim como temos telhados de vidro, e são disfarçadas em sublimes feitos(ou defeitos) que se escondem para fazer-nos o que talvez não somos. Ai está a dor....

Kátia Silva

quarta-feira, agosto 30, 2006 10:07:00 AM  
Blogger Rayanne said...

Ah!!!
Muito bem vindo a bebericar do Contratempo. Por minha vez, vim aqui também beber uns goles extasiantes das tuas letras.

E, confesso: encantada. A capacidade de síntese nos poemas não é meu forte, e tanto ela quanto a brincadeira com palavras e imagens eu considero fantásticas.

Pretendo voltar, posso?

**Estrelas**

quarta-feira, agosto 30, 2006 10:18:00 AM  
Anonymous claudia said...

Claro que pode imprimir... se quiser, mando um livro meu pra vc... me dê seu endereço pelo email.. beijos!

quarta-feira, agosto 30, 2006 11:01:00 AM  
Anonymous Lela said...

Diovvani, simplesmente gostei muito, muito, muito, muito... vixe! põe muito no que eu gostei do "cuidado com expostas pontas". a dor pressentida já é uma dor sentida? possível que sim... aqui eu li e esta dor me pareceu do ínfimo ao imenso. Ei, poetadasmontanhasgerais, invasivo o poema, viu?
Abraço n'ocê

quarta-feira, agosto 30, 2006 2:01:00 PM  
Anonymous Lela said...

Diovvani, simplesmente gostei muito, muito, muito, muito... vixe! põe muito no que eu gostei do "cuidado com expostas pontas". a dor pressentida já é uma dor sentida? possível que sim... aqui eu li e esta dor me pareceu do ínfimo ao imenso. Ei, poetadasmontanhasgerais, invasivo o poema, viu?
Abraço n'ocê

quarta-feira, agosto 30, 2006 2:02:00 PM  
Anonymous sayô said...

oi diovanni
gostoso por demais suas visitas lah pelo artes.
adoro sentir que as pessoas conseguem viajar, entrar no mundo das palavras do meu amado manoel de barros.
e ao ler seu post
lembrei de manoel falando
"A chuva deformou a cor das horas"


=)
beijos em vc

quarta-feira, agosto 30, 2006 2:39:00 PM  
Blogger Saramar said...

Poeta, e como disse outro poeta, há a expectativa da dor, quase prazer.

Beijos

quarta-feira, agosto 30, 2006 3:21:00 PM  
Blogger CeciLia said...

a-do-ro
poemas
divertidos.
me
alegram
as
cenas
que te
ocorrem
(in)ad(vertidas).

Abraço desde Porto Alegre. Obrigada pela tua visita
m(a)(i)neira.

quarta-feira, agosto 30, 2006 7:18:00 PM  
Blogger Ariane said...

adorei tudo que vi por aqui...

quinta-feira, agosto 31, 2006 9:56:00 AM  
Blogger alice said...

querido diovanni,

muito obrigada por sua visita, meu amigo

foi claudia que hoje me surpreendeu usando suas palavras deste post para me cumprimentar

achei lindo ela fazer isso, pois você merece todas as melhores referências

hoje quero recomendar-lhe algo muito especial, se me permite

tenho um grande carinho por um blog que gostaria que visitasse

http://vinte--anos.blogspot.com

espero que goste e aguardo sua opinião, é um poeta meu amigo que muito admiro

beijinho muito grande

alice

quinta-feira, agosto 31, 2006 10:14:00 AM  
Blogger Ariane said...

Olá amigo, respondes rápido heim?(acho que posso te chamar assim, já que nos identificamos mutuamente em nossas palavras)

O poeminha vai voltar, tô só ajeitando uns errinhos...

bom saber que me lestes por inteira, ´como disse, li um bocado de ti e adorei tudo que vi.

me identifiquei, e de certo fiquei...

voltarei sempre

beijos

quinta-feira, agosto 31, 2006 12:06:00 PM  
Blogger douglas D. said...

Bom conhecer o seu blog também. Você escreve imagens fortes.

sexta-feira, setembro 01, 2006 12:37:00 AM  
Blogger alice said...

meu querido amigo,

muita bondade sua ter deixado comentários tão bonitos ;)

agradeço de coração sua generosidade!

desejo-lhe um óptimo fim de semana

um grande beijinho português

alice

sexta-feira, setembro 01, 2006 9:41:00 AM  
Anonymous Janaína Calaça said...

Passei aqui pra te deixar um abraço forte, daqueles beeeeeeeeem fortes! :)
Como vc está, pessoa querida?

Beijos

Jana

sexta-feira, setembro 01, 2006 9:53:00 AM  
Anonymous Lizzie said...

Aqui o sentimento é o mesmo...
A chuva eu já não sei...
(Sim, aqui ela também nos refresca, reflete e assola)

Beijos:*

sexta-feira, setembro 01, 2006 9:31:00 PM  

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