poeminhas p/matar o tempo e distrair dor de dente.

segunda-feira, agosto 21, 2006

(infelizmente não sei o autor da foto)

_primitivo arremessador de palavras_

:pedra-palavra:
não têm acento
mas uma pedra-viva
debaixo duma árvore

disposta-calma
sempre imóvel oferece-me
assento-colo-sombra
aquieto-me

sei-sou-pardo
comum pardal
desengaiolado
d’amarelos gorjeios

não sei mesmo (:,:.?)
regras gramaticais
mas gosto de aprender
vida-estrada-dentro

até aceitei já-ser só
minúsculo pó-assentado
na pedra-viva que não
têm acento feita-palavra

outro dia um poeta “performer”
rosnou zangado feito rei leão em sua selva
chamou medíocres os poeminhas
estava brabo o bardo do homem-fera

eu cri nele que é moderno-poeta-performer
mas não descri de mim ainda pardo que sei
primitivo esperar amadurecer sem carbureto
às coisas sendo só-acento duma pedra-viva.

31 Comments:

Anonymous pedro pan said...

, se rosna zangado, deixe de lado. poeminhas são sublimes. e desengaiolados então...
, fiz várias leituras, uma nova sensação a cada olhar...
|abraços meus|

segunda-feira, agosto 21, 2006 8:20:00 PM  
Blogger robson said...

Olá amigo aqui estou de volta, vc. n. sabe quem sou, mais no final saberá. tentei mandar uma mensagem com a foto da minha princesa, mais como ainda estou crú, deu tudo errado,mas futuramente tentarei denovo. quero aproveitar para pedir-lhes desculpas, a vc. e a dona do honorário, pois ouve alguns contratempos, e não deu p. ir até o seu recanto, mas n. faltará oportunidade, sei que seremos muito bem recebidos, e então n. veijo a hora de ir. no mais um abrasso e inté. ass: eu a Lavínia e cia.

segunda-feira, agosto 21, 2006 9:34:00 PM  
Anonymous marcos pardim said...

e eu, velho, que mais do que pardo ou pardal sou pardim desengaiolado e, ainda por cima, siderado por este vinil do marco antonio araújo. e quem foi este que ousou rosnar, pensanso ser o rei leão? qualquer coisa, a gente pega ele na saída (rsss)... cum deus, diovvani.

terça-feira, agosto 22, 2006 6:00:00 AM  
Anonymous Anônimo said...

Dio, outro dia escrevi isto que transcrevo aqui ( uma parte ):

Para ser poeta não basta
dominar recursos lingüísticos
ter bom temperamento,
há de desnudar-se da vaidade
e pôr sobre si do conhecimento
a transpiração do prazer.

Tua poesia é pura transpiração!

o tal "Rei Leão"...que se exploda...risos.

Abraços, Andréa Motta

terça-feira, agosto 22, 2006 7:11:00 AM  
Anonymous Janaína Calaça said...

Tenho muita pena destes poetas cheios de peitos inflados e de vaidades. Tenho pena, porque eles esquecem que a poesia é a própria vida e que a forma que colhemos é diversa, porque somos distintos. Achar q é superior, achar q é foda, é prova da ignorância maior... que é rejeitar que somos feitos da mesma matéria perecível e que somos limitados, todos nós, pela morte.

Beijos,

saudades, fofin

Jana

terça-feira, agosto 22, 2006 11:07:00 AM  
Anonymous Lela said...

Ei, amigo! Vc me disse que sou musical. Leio palavras dispostas assim como as suas e, para mim, é uma música pressentida.
"não sei mesmo (:,:.?)
regras gramaticais
mas gosto de aprender
vida-estrada-dentro

até aceitei já-ser só
minúsculo pó-assentado
na pedra-viva que não
têm acento feita-palavra"
Muito belo, Diovvani.
Abraço n'ocê

terça-feira, agosto 22, 2006 11:17:00 AM  
Blogger Nanna said...

Palavras-instrumentos de sobrevivência...

Brigada pela visita! Gostei daqui e voltarei...

Beijinhos...
:)

terça-feira, agosto 22, 2006 12:58:00 PM  
Anonymous collybry said...

Docura e beleza aqui achei...
Voltarei...
Meu rasto num esvoaçar...
Cõllybry

terça-feira, agosto 22, 2006 1:09:00 PM  
Blogger Mendes Ferreira said...

maiúsculo e musculado verbo.


bom dia....


passaei através da Alice.

quarta-feira, agosto 23, 2006 2:54:00 AM  
Blogger Múcio Góes said...

Caro Diovvani, td bem? Vim agradecer pela visita ao meu blog. Quantas Alices ali se virão, não?

Muito bom seu blog. Qd percebi, me vi aqui bebendo na fonte.

abração!
Múcio Góes

quarta-feira, agosto 23, 2006 8:38:00 AM  
Blogger alice said...

querido amigo,

muito gentil sua visita

voltei lentamente à net, mas quis deixar aqui um beijinho especial para você

sempre sua leitora

alice

quarta-feira, agosto 23, 2006 8:49:00 AM  
Anonymous Marilena said...

grande estilo tem vc, querido amigo, que transpira poesia em cada vírgula que toca. delícia de palavras essas suas. "trem bão" demais esse seu despojamento, esse seu infinito respeito pela poesia que há em vc. abraço forte.

quarta-feira, agosto 23, 2006 10:26:00 AM  
Blogger Clauky Saba said...

que beleza, hein menino?!

sabe, adoro esse jeito 'coisa' de poetar,d e ver poesia no simples como quintana, de não acentuar a madura vida da pedra... aliás: adoro pedras-poetas-poema!

beijos cariocas

clauky

quarta-feira, agosto 23, 2006 10:58:00 AM  
Blogger Clauky Saba said...

que beleza, hein menino?!

sabe, adoro esse jeito 'coisa' de poetar,d e ver poesia no simples como quintana, de não acentuar a madura vida da pedra... aliás: adoro pedras-poetas-poema!

beijos cariocas

clauky

quarta-feira, agosto 23, 2006 11:00:00 AM  
Anonymous sayô said...

ía falar a respeito do seu comentário lah no artes. ía dizer que a beleza está nos olhos e no coração de quem vê. chego aqui e me deparo com P O E M I N H A S,
palavras soltas,pequenas,sorrateiras,e que no final mostam tão grande que é o palavreseador.
leve seu blog.
voltarei mais vezes.
beijos

quarta-feira, agosto 23, 2006 1:45:00 PM  
Blogger Ana Paula Russi said...

Diovanni, você pode arremessar palavras-flores ou palavras-farpas. Posso dizer que as suas vieram a mim como pétalas - leves, róseas e translúcidas...
Será sempre bem-vindo em minha casa vitual. E eu tornarei a visitá-lo.
Um abraço
AP

quarta-feira, agosto 23, 2006 2:23:00 PM  
Blogger Ana Paula Russi said...

Diovanni, você pode arremessar farpas ou flores. A mim chegaram pétalas - leves, róseas e translúcidas...
Será sempre bem-vindo em minha casa virtual... e eu tornarei a visitar seu jardim...
Abraço
AP

quarta-feira, agosto 23, 2006 2:26:00 PM  
Anonymous claudia said...

Diovanni, li e reli.. palavras rascantes, pontudas. Pedras, tem coisa mais poética do que pedras? Tem. Pedras-palavras que você joga, monta e desmonta, desmoronando nossa (minha) alma. Beijos!

quinta-feira, agosto 24, 2006 9:32:00 AM  
Blogger Lilic@ said...

valeu pela visitinha , volte sempre.

Um bom restinho de semana e um super fim de semana.

Abraços.

Vou ver se descubro a data certa, valeu!!!

quinta-feira, agosto 24, 2006 6:08:00 PM  
Blogger Nilson Barcelli said...

Estava a ficar preocupado com a ausência de novos poemas.
Já vi que esteve a tomar balanço para cilindrar o tal "performer"...
Fê-lo com mais um poema genial, cheio de imagens que praticamente só encontro no Giovvani.
Você é um criativo. E isso fará inveja a muitos.
Um abraço solidário.

sexta-feira, agosto 25, 2006 12:24:00 PM  
Blogger Nilson Barcelli said...

Estava a ficar preocupado com a ausência de novos poemas.
Já vi que esteve a tomar balanço para cilindrar o tal "performer"...
Fê-lo com mais um poema genial, cheio de imagens que praticamente só encontro no Giovvani.
Você é um criativo. E isso fará inveja a muitos.
Um abraço solidário.

sexta-feira, agosto 25, 2006 12:24:00 PM  
Blogger Nilson Barcelli said...

Estava a ficar preocupado com a ausência de novos poemas.
Já vi que esteve a tomar balanço para cilindrar o tal "performer"...
Fê-lo com mais um poema genial, cheio de imagens que praticamente só encontro no Giovvani.
Você é um criativo. E isso fará inveja a muitos.
Um abraço solidário.

sexta-feira, agosto 25, 2006 12:25:00 PM  
Anonymous Dora said...

Diovvani. Só por curiosidade...estão com você os comentários que aqui deixei?
Conversei com a Loba sobre esse problema que estou tendo de não conseguir comentar, em vários blogues, e ela me disse que eles(os comentários) aparecem depois...quando o proprietário os libera...
Beijão.
Dora

sexta-feira, agosto 25, 2006 9:54:00 PM  
Blogger Bruna Rasmussen said...

na poesia, mais importante que a gramática, é ter os sentimentos entendidos. porque afinal, não há o certo e o errado, há o que o poeta deseja exprimir.

ah, marco antônio araújo é o que há!!!
=))

beijos

sábado, agosto 26, 2006 11:56:00 PM  
Anonymous pedro pan said...

, oh meu caro nem desejei boas viagens, então desejo breve regresso...
|abraços meus|

segunda-feira, agosto 28, 2006 9:43:00 AM  
Blogger Clauky Saba said...

querido dio,

ainda a arremessar pedras-palavras???

saudades

poetabraços

segunda-feira, agosto 28, 2006 12:50:00 PM  
Blogger CeciLia said...

ai, Diovanni

Doeu de bonito. Doeu de verdadeiro. Os poetas-performers adoram um incenso.

Que não acendo.

Abraço

quarta-feira, agosto 30, 2006 7:27:00 PM  
Anonymous diovvani said...

Diovvani, sobre esse assunto deixo aqui palavras do poeta Lau Siqueira:

http://www.lausiqueira.blogger.com.br

"POESIA É PEDRA OU PÁSSARO - DEPENDE DO CHEIRO DO AR
Já estão demasiadamente gastas as atitudes ácidas dos paladinos(sauros) ditos (em seus grupitos) defensores da boa Poesia. Já não cola a defesa de um rigor ´funcionário público qualificado´ em contraponto a um esplendor bandeira, capaz de ir muito além da cloaca de uma erudição taliban. Poesia, não precisa de defensores! Muito menos de literatos capitães-do-mato. Poesia não precisa dos puns conceituais de fundamentalistas do verso livre ou métrico... Algumas almas penadas e alguns veículos (como o repugnante jornal Rascunho) extrapolam na estupidez, arrogância e vaidade. São cultuadores da própria patologia ética. Na verdade, a única coisa que preocupa os ¿valentes¿ defensores da nave vate, é a ascensão midiática de qualquer atitude libertária em contraponto a um lirismo-fardão, decadente e amargo.

POESIA É PESO OU VÔO - DEPENDE DO CHEIRO DO AR EM MOVIMENTO
Sou doido por poesia! E ando enojado dessas agressões cíclicas, gratuitas e estapafúrdias que vezenquando balançam o cenário e a cena. Ando cheio de ler teses que ligam o nada a lugar nenhum. (Só leio o primeiro parágrafo, pois já sei do que se trata.) O sangue corre poeticamente nas minhas veias e isso me basta. Não tenho a menor preocupação com quem, por ventura, escreva sonetos futuristas ou poemas de uma vanguarda tardia. Escrevo o que extrapola em mim, somente. E a sensação que tenho quando escrevo é a mesma de quando estou nas cadeiras do Banco de Sangue, fazendo a minha doação periódica. Tenho a mais plena convicção que o estigma do ´poeta fingidor´ não passa de um olhar trivial sobre a profundidade da primeira pessoa, em Pessoa.

Aproveito para dizer-lhe que estarei lançando meu novo CD e inclusive com mais duas músicas que fizemos em parceria. Vou lhe informar, o dia do lançamento para que vocêr divulgue no blog, ok?

Abraço, Cláudio Carvalho.

quarta-feira, setembro 06, 2006 7:04:00 AM  
Anonymous Anônimo said...

E ai Diovvani, tudo bem? Sobre esse assunto, deixo aqui umas palavras do poeta Lau Siqueira.
http://www.lausiqueira.blogger.com.br/

"POESIA É PEDRA OU PÁSSARO - DEPENDE DO CHEIRO DO AR
Já estão demasiadamente gastas as atitudes ácidas dos paladinos(sauros) ditos (em seus grupitos) defensores da boa Poesia. Já não cola a defesa de um rigor ´funcionário público qualificado´ em contraponto a um esplendor bandeira, capaz de ir muito além da cloaca de uma erudição taliban. Poesia, não precisa de defensores! Muito menos de literatos capitães-do-mato. Poesia não precisa dos puns conceituais de fundamentalistas do verso livre ou métrico... Algumas almas penadas e alguns veículos (como o repugnante jornal Rascunho) extrapolam na estupidez, arrogância e vaidade. São cultuadores da própria patologia ética. Na verdade, a única coisa que preocupa os ¿valentes¿ defensores da nave vate, é a ascensão midiática de qualquer atitude libertária em contraponto a um lirismo-fardão, decadente e amargo.

POESIA É PESO OU VÔO - DEPENDE DO CHEIRO DO AR EM MOVIMENTO
Sou doido por poesia! E ando enojado dessas agressões cíclicas, gratuitas e estapafúrdias que vezenquando balançam o cenário e a cena. Ando cheio de ler teses que ligam o nada a lugar nenhum. (Só leio o primeiro parágrafo, pois já sei do que se trata.) O sangue corre poeticamente nas minhas veias e isso me basta. Não tenho a menor preocupação com quem, por ventura, escreva sonetos futuristas ou poemas de uma vanguarda tardia. Escrevo o que extrapola em mim, somente. E a sensação que tenho quando escrevo é a mesma de quando estou nas cadeiras do Banco de Sangue, fazendo a minha doação periódica. Tenho a mais plena convicção que o estigma do ´poeta fingidor´ não passa de um olhar trivial sobre a profundidade da primeira pessoa, em Pessoa".

Dio, estou lançando o novo CD e nele tem + 2 músicas de nossa parceria. Depois lhe digo a data do lançamento para você divulgar para mim, se puder. Abraço, Cláudio Carvalho.

quarta-feira, setembro 06, 2006 7:31:00 AM  
Blogger Mendoscopia said...

Gostei desse seu pedaço... volto mais!

Jú Pestana

domingo, setembro 17, 2006 1:54:00 PM  
Anonymous Robson Carvalho said...

Olá amigo em fim,consegui, olha quero te dizer, que a poesvida, ou seja, a vida simploriamente falando, é assim! (dentro da minha umilde concepção), quando vc., tem a alma em sintonia com o espírito, vc. consegue enxergar os limites da nossa ignorância, e fás com que saibamos que o outro não, nos agrada mais certamente, suas qualidades não se restringe ào (eu). Há já cansei se a sua pedra n. tem acento, é porque ele navega sempre pelas suas idéias, as admira tanto que ele gostaria que se parecesse com as dele, ou que as dele se parecesse com as suas. Dio se todos os amigos que comentam seu trabalho, soubesse como a sua vida de tão simples onde um dos seus amores, é a margarida, á segunda é claro, não diriam besteira e engoliam à seco, (como diz a nossa amiga janaina) a ignorância. Mendonça um forte abrasso e quero te dizer que tô por ai, T+...

domingo, setembro 24, 2006 7:54:00 PM  

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