poeminhas p/matar o tempo e distrair dor de dente.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Postagem ao som da música Meu Jardim- Vander Lee. [OuçAquiÓ]
(Pintura de Francis Bacon)

¿ ¿ ¿ ¿ ¿ ¿

Eu gosto quando o sol
faz transparência,
no traseiro da tarde
de saia curta;
e, ela insinuante
ainda rebola:

a banda,
que inda, é dia
e a outra,
que é quase noite.

A orquestra dos bichos,
afina os instrumentos...
Começa o ensaio,
de ninar gente grande.

Eu apuro o ouvir.
Eu ganho de ver.
Eu desengasgo o sentir.
Eu quase tateio invisibilidades.

Eu gosto de vestir:
minhas pernas
nas sombras
das coxas
da noite longa.

De mãos dadas
andar com ela.
Comover-me,
amanhecer

em quada-livre,
saudando o sol,
que veio do Japão.

...

Escreveu um dia - Alphonsus de Guimaraes Filho:
"Não me busqueis no texto: eu fui sonhado."

28 Comments:

Anonymous Malditas Mulheres said...

Melhor que o rebolado da tarde...
Melhor que as coxas grossas da noite...
E você ainda não veio nos ver!!!

(esperando)
Beijos, beijos

___Felícia Lun'azul___

segunda-feira, janeiro 22, 2007 11:20:00 AM  
Blogger Saramar said...

Festa, pura festa esse poema do entardecer
Dá uma vontade de bancos, de praças, de crepúsculos desavergonhados.

É tudo bonito demais aqui.

beijos

segunda-feira, janeiro 22, 2007 5:19:00 PM  
Anonymous Mônica Montone said...

Ficou muito gracioso o poema, Diovvani ;o)

Também gosto de saudar o sol, sempre!!!

beijos e boa semana

MM

segunda-feira, janeiro 22, 2007 10:38:00 PM  
Blogger Ana Maria said...

Amei o poema pelas imagens, pela paz que me transmitiu. é um poema límpido sem gordura mas com tudo para ser um bom poema.

terça-feira, janeiro 23, 2007 4:49:00 AM  
Anonymous marcos pardim said...

salve diovvani. à parte a delícia que é sempre te ler, também eu, meu caro amigo, que sou muito mais bobo, adoro quando o sol faz transparência no traseiro ou no dianteiro da tarde, sobretudo quando a tarde se me mostra atendendendo pelo feminino e veste diabolicamente um vestidinho prada (rss...) eh trem bão, sô... cum deus, velho.

terça-feira, janeiro 23, 2007 5:46:00 AM  
Blogger Rayanne said...

Ô, meu lindo.

O dom com palavras? Se é que tenho algum, herdei dos dois, pai e mãe, duas bençãos, duas estrelas-guias descritas sobre o meu sorriso.

Saudade imensa de ti. Amo.

***Estrelas demais***

terça-feira, janeiro 23, 2007 5:52:00 AM  
Anonymous paulo vigu said...

Dio, irmão poeta mineiro, me faz lembrar de uma canção: " Minas, o mar de Minas não é no mar. O Mar de Minas é o céu, pro mundo olhar pra cima e navegar, sem nunca ter um porto pra chegar". Toda poesia de céu mineiro é bela. è onde " o sol faz transparência no traseiro da tarde" - Belo, hein! Riodaqui leva águas refletindo o céu daí e manda abraço na correnteza. Paulo Vigu

terça-feira, janeiro 23, 2007 6:48:00 AM  
Blogger Ariane said...

olá meu amigo das montanhas!

adoro sua poesia, me insiro em suas palavras e vejo, cheiro,sinto e toco o universo que suas letras criam...

magnífica a forma como descreveu o fim da tarde, sou apaixonada por estes momentinhos mágicos de céu dourado/púrpura!

beijos sabor maresia!

terça-feira, janeiro 23, 2007 7:30:00 AM  
Blogger Luzzsh said...

..."Eu desengasgo o sentir"...

Sim, desengasga e põe a boca, quer dizer, a palavra no mundo.

Belo....

Beijos...

terça-feira, janeiro 23, 2007 10:48:00 AM  
Blogger Marla de Queiroz said...

Dio,
Mas que coisa linda,mineirim,um dos poemas mais lindos que já li!!!E tão manoeldebárrico!!!
As imagens lindas, lindas, o tom pueril cheio de safadeza e doçura...uma mistura tão difícil de se comentar!!!
Você se superando constantemente...
Quanto aos seus comentários no meu blog...Aquela múscia " garrou" em mim...rsrsrsrs...
Ê trem bão é amizade, né?
Sinta-se marlabraçado fortemente...
Querido demais, sempre!!!!!!!!

terça-feira, janeiro 23, 2007 1:29:00 PM  
Blogger Marla de Queiroz said...

A danadice vem do Marlagueta!!!!!hahahahahah........
Beijos, Lindo!

terça-feira, janeiro 23, 2007 1:53:00 PM  
Blogger Cecília Braga said...

Sim Sim. Gosto muito do Oswaldo. E de música. Linda a sua evocação, quase um Angelus...esse encontro das trevas com a Luz. Os contrários. Tese e antítese. Dia e Noite. Ying e Yang. O todo. Luz de Plenitude.
Beijos!

terça-feira, janeiro 23, 2007 5:17:00 PM  
Anonymous Vássia Silveira said...

Adorei o poema! Me deu vontade de me desentender gente e virar brisa para acompanhar os rebolados da tarde...

terça-feira, janeiro 23, 2007 7:27:00 PM  
Anonymous Lela said...

E a noite, lá fora, convida a noite da alma, dentro. Os ruídos, de até então, aquietam. Os silêncios reverentes, poesias, murmuram: mais uma noite, um outro dia...
Ei, poetadasmontanhasgerais, deixo um abraço das bandas de cá e um tiquin do poetamenino Manoel de Barros: "Tudo é noite no meu canto".

terça-feira, janeiro 23, 2007 10:30:00 PM  
Anonymous Sayô said...

'Eu desengasgo o sentir'
Gostei demais.
beijos

quarta-feira, janeiro 24, 2007 7:16:00 AM  
Anonymous Andréa Motta said...

Saudades de você e da tua poesia!
beijo

quarta-feira, janeiro 24, 2007 8:59:00 AM  
Anonymous Clarice said...

Honrada por te receber e maravilhada por te ler. Esta poesia é das mais bonitas descrições que já li, acredite moço das minas!
Carinhos meus

quarta-feira, janeiro 24, 2007 10:08:00 PM  
Blogger Múcio Góes said...

Dio... esse poema lusco-fusco, meio tarde, meio noite, me trouxe a lembrança de um tempo bom, qd menino olhava mais o céu. Brigado, querido!

[]´s

quinta-feira, janeiro 25, 2007 12:49:00 PM  
Anonymous trisy said...

Poesia que nos guarda e mima.Belo momento.Belo espaço.

quinta-feira, janeiro 25, 2007 3:44:00 PM  
Blogger Claudinha said...

Obrigada pela visita tão gentil. Vim conhecer seu espaço e encontrei suas letras escritas com muita paixão, uma poesia para as horas emq ue as sombras vão ficando longilíneas até se acabarem, para surgirem de novo na alvorada da vida!

quinta-feira, janeiro 25, 2007 4:48:00 PM  
Anonymous Mellinda*Krisztina said...

eu gosto quando o sol
aquele de anunciar noite
findar dia
arregalar pupilas
brilha no encanto dos meus olhos
e eu atravesso
sem passo
sem rastros
atravesso
e me despeço.

sexta-feira, janeiro 26, 2007 7:27:00 PM  
Anonymous Dora said...

Ô Diovvani! Quando estou enfastiada dessa vidinha objetiva e repetida, aí é que me lembro onde buscar a viragem fresca da poesia!! Aqui!!!!!!!!!!!
Você, de mãos dadas com a noite-tarde, me abre janelas para eu respirar à larga!
Eita poema gostoso de se viver esse que li!
Abraço de agradecimento e de agrado.
Dora

sábado, janeiro 27, 2007 8:43:00 AM  
Anonymous marconi leal said...

São muito bons os teus poemas, Diovanni. Parabéns.

sábado, janeiro 27, 2007 9:40:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

E agora eu vou te contar que hoje, exatamente hoje, conheci moacircaetano...Olha.........não me lembro qd foi a última vez que gostei tanto de estar perto de alguém!Meu Deus..........faltam vc e Paulo Vigu!!!!!!!!!!!!!
Vem logo!

sábado, janeiro 27, 2007 10:28:00 PM  
Anonymous Clóvis said...

Soou como canção e como dança, e como são tão bons o céu, o sol, os bichos, mimos e as...andanças.


Sempre ótimo caminhar entre os seus versos, meu caro.



Até!



www.poesiascronicas.blogspot.com

domingo, janeiro 28, 2007 11:29:00 AM  
Anonymous Clóvis said...

Clóvis deixou um novo comentário sobre a sua postagem "1/22/2007 09:05:00 AM":

Soou como canção e como dança, e como são tão bons o céu, o sol, os bichos, mimos e as...andanças.


Sempre ótimo caminhar entre os seus versos, meu caro.



Até!



www.poesiascronicas.blogspot.com

segunda-feira, janeiro 29, 2007 5:25:00 AM  
Blogger Edilson Pantoja said...

Matreiro, como teu poema, nosso sol. e me pergunto sobre o que terá feito por lá, na terra do sol nascente. Abraço!

segunda-feira, janeiro 29, 2007 10:38:00 AM  
Blogger Clóvis said...

Sim, você leu na semana de convidados do "Blog de sete cabeças", fui convidado pela querida Mary Morena, e publiquei o "Sereia Urbana" lá.


=]



Abraço, man!

segunda-feira, janeiro 29, 2007 11:43:00 AM  

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