poeminhas p/matar o tempo e distrair dor de dente.

terça-feira, abril 24, 2007

Postagem ao som da música Metamorfose Ambulante – Raul Seixas. [OuçAquiÓ]

EU, UM CARA DE PAU, DANDO UMA DE COELHO SABIDÃO
(Do extrair fagulhas utilitárias de pedras e tombos)

Assimilou o real quilate,
das pedras do caminho.
O Ser que ao tropeçar
ziguezagueou, caiu

e ainda assim conseguiu,
da bateia dos sentidos,
garimpar, novo brilho;
mesmo grogue do tombo.

Aquele que como "Allah", são Francisco,
catou no chão: o chapéu do ensinamento
e tranqüilo o assentou,
na letra certa da consciência.

- Após a queda, o que mais vale
é saber que um fio negativo (yin),
somado a um positivo (yang), pode;
eletrificar a tomada da compreensão e acender à LUZ.

Mas há o doido de pedra – surtado,
que quebra o ritmo da poesia da vida e cola os fios,
pois aprecia dar choque nos outros
e provocar nele mesmo, um tri-básico

curto-circuitozinho.

São estes tipos que não suportam à pressão
de nenhum tombinho,
pois logo entram e se trancam
no quarto escuro da deprê;
hajam doutores e remédios,
cruzes e credos,
para por fé
e coar a cura.

18 Comments:

Anonymous Maria Cláudia said...

cruz-credo... "Eu prefiro seeeeerrr..." do que depois ter que coar a cura...
:o))
abraço,

Maria Cláudia

terça-feira, abril 24, 2007 9:29:00 AM  
Anonymous Lela said...

Poesia afiadíssima! ;) Trocadilho sem graça? Humpft! O palavreador aqui é ocê, não eu! :)
Amigo, adorei tudo, mas "eletrificar a tomada da compreensão"... Putz! Um poema tudibom!
Abraço grande!

terça-feira, abril 24, 2007 9:39:00 PM  
Blogger Edilson Pantoja said...

Assentar "o chapéu do ensinamento na letra certa da consciência" é um verdadeiro milagre (milagre poético), Sto. Diovvani. Abração!

quarta-feira, abril 25, 2007 7:27:00 AM  
Blogger Mão Branca said...

na área para conhecer o quase xará.
diovvani com d e dois vs? cáspita.

bem, gostei da et'sceteras.
[]s

quarta-feira, abril 25, 2007 11:23:00 AM  
Blogger bambam said...

a aliteração é algo marcante em seus poemas:
chapéu, consciência, choques, cruzes e credos, coar a cura...

quarta-feira, abril 25, 2007 12:58:00 PM  
Anonymous clarice said...

Valha-me que eu também prefiro ser uma metamorfose ambulante. E digam o que disserem do Maluco Coelho, já cumpriu bem sua missão quando parceiro do Raulzito Beleza.
Extrair fagulhas utilitárias de pedras é lance de mestre. Coisa que só se aprende no tombo. Quarto escuro, comigo não, que fujo de auto flagelo.
Menino, não tem dois de tu, és único em teu estilo. Gosto muito mesmo.
Beijo

quarta-feira, abril 25, 2007 8:07:00 PM  
Blogger Rayanne said...

Posso por curá
e vamo
coa fé???

rsrsrsrs.

Meu poeta mineiro mais amado!!!!

***Estrelas***

quinta-feira, abril 26, 2007 11:47:00 AM  
Anonymous Lela said...

Sim, Diovvani, sou eu na foto. Um abraço e um bom fim de semana pr'ocê!

sexta-feira, abril 27, 2007 4:32:00 AM  
Anonymous Andréa Motta said...

Tua poesia sempre me emociona, viu "Seu" sumido!
bom final de semana,
beijinhos na alma

sexta-feira, abril 27, 2007 6:45:00 AM  
Anonymous Anônimo said...

Sabe amigo Dio,

Ai de nós se não diversificamos nas idéias, os ideiais que sonhamos em ter, cair em cura é uma dádiva, que devemos antenarmos em ter, pois crescemos em saber, e em SER, quanto aos ressentimentos o T E M P O, há de curar.

bjs........
kátia silva

sexta-feira, abril 27, 2007 11:05:00 AM  
Anonymous sayô said...

diovvani
passando pra te agradecer pela ajuda ....ja estou de casa nova, esperando sua visita
beijaum

sábado, abril 28, 2007 8:33:00 AM  
Anonymous Loba said...

Como a MClaudia, prefiro ser! rs...
Poema Dio! Na sua melhor forma! Gostei especialmente do jogo de palavras. Eita criatividade, hein moço mineiro? rs...
Beijoconas
PS. Se puder, me mande de novo seu tel, tá? Perdi tudo do meu micro, inclusive a agenda...

sábado, abril 28, 2007 4:28:00 PM  
Blogger Pedro Paulo Pan said...

, como já te disse o subtítulo é magistral. tem uma sonoridade ótima. doidos de pedras. surtados com ou sem auto choque ou choque alheio, cada um em seu caminhar...
, abraços meus.

domingo, abril 29, 2007 9:13:00 PM  
Blogger Leandro Jardim said...

para o poeta que se preza
toda pedra presta
ao quilate que lhe pesa

excelente Dom Dio!!!

abraço
Jardineiro

segunda-feira, abril 30, 2007 11:09:00 AM  
Blogger linfoma_a-escrota said...

Um papagaio de papel descobriu que
a cura geneológica para a extinção dos lagartos
deveu-se a seu afogueamento por espezinhar,
foi calor gelado espacial que lhes engordou a
jurisdição de protecção, espirais ficcionais, gin-tonic
de limitadas dimensões, engano micro-macro celular
assombrou a vegetativa vista paradísiaca do artificial.

Dispenso terraformings lunares distritais
constrictos ao metro quadrado do COMdomínio,
anticorpos não ponderam quando cheiram cocaína
sempre que se despedem de glaciares evaporados,
basta juntarmos as mãos e saltar de olhos radiantes
em direcção à energia dos pentagramas sedativos e
rituais robóticos com a calma stressante de apetitosos
farmacêuticos independentes, bem feitas as contas
todos jogam à lógica, contagiamos inocentes índios
com o absinto que nos vem constipando desde CrIstO;
será que sublevaremos a fonte do acaso com balázios,
ou exangues batalhas ágeis em ágoras que desmantelem
o que se desloca e desaprende nas radiografias da idade?

Suportarei que a infecção induzida neste amestrado de kiff
espacio-temporal se amotine à vista curta da testosterona,
ou deixaremos a pátria resolver e recambiar a embalagem?



in QUIMICOTERAPIA 2004

WWW.MOTORATASDEMARTE.BLOGSPOT.COM

segunda-feira, abril 30, 2007 12:30:00 PM  
Blogger Clóvis said...

Acendeu vilas, ruas e cidades dentro do peito.
Poeta clarividente?

Mas olhe, a escuridão há de mostrar que tristeza não mata, as pessoas se arrumam, saem pra dançar, vêem novelas, tudo para fugir da tristeza.E então acabam por perder tantos caminhos, e assim acabam perdendo-se.

O remédio é o seu poeta.
A cura é o sentir tão forte que ele nos proporciona.

Abraço grande!

segunda-feira, abril 30, 2007 12:53:00 PM  
Anonymous sayô said...

te mandei email
bjs

segunda-feira, abril 30, 2007 1:11:00 PM  
Anonymous marcos pardim said...

diovvani, meu velho bruxo das letras e dos garranchos, para aqueles que vivem a mercê dos beijos e das lambidas sedutoras das sarjetas, tombinhos suscitam, quando muito, um cruz credo, pé de pato, mangalô três vezes... e nada de quartos escuros, que deste mato não sai coelho (rs...) sempre um prazer passear por aqui, meu amigo. fica cum deus.

segunda-feira, abril 30, 2007 6:33:00 PM  

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